Exigências Para Ser Pai e Mãe

pastoral_familia2012Ser pai e mãe não é fácil! Exige da gente muita disposição e vontade de acertar! Erros com certeza farão parte de nosso currículum; o sucesso dessa tarefa não está baseado em 100% de acerto! Mais importante que tudo, é o desejo de se autoavaliar, revendo conceitos, posturas, valores, fazendo dessa tarefa uma possibilidade de crescimento pessoal também.

A maternidade e a paternidade tem essa capacidade de nos fazer diferentes se assim nos permitirmos, se nos dispusermos a nos despir para, com um novo olhar, ver o mundo de um modo diferente, menos egoísta, mais amoroso, mais compreensivo.

Já não somos apenas nós mesmos, há um outro que depende de nossos cuidados, de nossa disposição para amar e educar. E aquilo que na teoria parece tão fácil, na prática envolve tantas questões que para muitos de nós se transforma num bicho de 7 cabeças! Nossas próprias necessidades, trabalho, dinheiro, relacionamentos, culpas, valores, cansaço, sucesso, família, amigos; como ter em conta tudo isso e ainda exercer o papel de mãe ou pai?!

Em primeiro lugar, precisamos lembrar que a chegada dos filhos muda nossas vidas para sempre. A necessidade de que por um certo tempo (principalmente nos primeiros anos) tenhamos suspensão total ou parcial de algumas atividades e/ou objetivos pessoais se faz imprescindível para que possamos, de forma plena, exercer essa nova responsabilidade. As crianças precisam de atenção, de disponibilidade externa e interna dos pais, de se saberem importantes e queridas pelos genitores ou substitutos. E com a vida moderna exigindo tanto das figuras parentais fora de casa, é preciso “se virar nos 30” para dar conta de tudo! Por esse motivo, é preciso que algumas concessões sejam feitas – talvez diminuir o ritmo de trabalho, deixar aquela especialização para mais adiante, priorizar passeios em família e dirigidos ao interesse dos filhos, sem obviamente deixar de reservar um espaço para si mesmo e para o casal, mas lembrando que nessa fase a prioridade são as crianças, afinal elas estão em formação e a presença, carinho e dedicação dos pais auxiliarão para que se transformem em adultos saudáveis.

Nesse ritmo frenético, acabamos nos culpando pelo pouco tempo disponível. Achamos que para compensar a ausência tão freqüente precisamos fazer de todos os momentos instantes de prazer, onde não haja lugar para o choro, para contrariedades, para o não. Muitas vezes, por conta do cansaço (físico ou mental) que advém desse ritmo louco de trabalho que enfrentamos, nossa disponibilidade interna para os filhos diminui tanto que não queremos enxergar as necessidades deles, que não são só de atenção, mas também de repreensão e de frustração!

Por todas essas coisas, às vezes deixamos o limite meio “frouxo” e com isso, a educação brilhante que poderíamos dar fica comprometida. Mas toda criança clama por limite!! E a rotina auxilia a dar uma estabilidade que trará menos ansiedade para a criança, deixando-a mais tranquila e segura. As regras vão ajudar a que entendam que nem sempre podemos fazer, ou deixar de fazer, determinada coisa; que a nossa vontade nem sempre é o que mais importa e que o outro com quem compartilhamos o nosso dia a dia (o coleguinha da escola, o amigo do prédio, o moço que mora na casa da esquina, o espectador do cinema etc.) precisa ser levado em conta porque afinal nosso espaço acaba quando começa o do outro. Essas noções somos nós, pais, que na interação com as crianças, repassamos através das orientações, através de conversas e que vamos demonstrando com nossas próprias atitudes, pois as crianças aprendem muito com o exemplo. Não podemos nunca esquecer que nós somos o espelho onde elas se miram; que somos as janelas por onde elas irão observar o mundo; e por isso é tão importante que estejamos ao seu lado orientando e exemplificando que tipo de ser humano queremos que elas sejam no futuro!

Arregacemos as mangas e mergulhemos nessa empreitada, que se por um lado exige muito de nós, por outro nos enche de orgulho, de felicidade quando podemos ver como crescem autônomos, responsáveis, solidários, carinhosos e respeitosos. E é aí que percebemos que tudo vale a pena; que os sacrifícios não são em vão e que para obter sucesso precisamos dar os passos corretos, seguindo em frente mesmo após os tropeços e lembrando que quando o percurso estiver pedregoso, buscar ajuda para driblar as pedras pode ser uma atitude chave para atingir em sua plenitude essa tarefa de criar filhos saudáveis, com amor, disciplina e valores humanitários!

Um forte abraço,

ANE DANTAS SARTORI

CRP 05/39333