Valores Parte II

Neste mês, damos sequência aos valores que elencamos como importantes para serem trabalhados em nosso Projeto Escolar do 2º semestre!

Solidariedade: responsabilidade recíproca; identificação com o sofrimento dos outros; ato de bondade para com o próximo.

Não apenas nas datas comemorativas (Páscoa, Natal…) e grandes catástrofes ela deve estar presente. A solidariedade para ser cultivada nos pequenos precisa fazer parte do dia a dia com pequenas ações, incentivando que as crianças também façam aquilo que já lhes é possível. Quando sensibilizamos o olhar delas para a pobreza com a qual convivemos cotidianamente na nossa cidade, é possível realizar ações como separar brinquedos e roupas que temos em excesso para compartilhar com quem não tem ou tem muito pouco, é possível participar de ações sociais do colégio; é possível também estar mais sensível a perceber a necessidade de um colega que esteja precisando de ajuda… Conversar com a criança sobre as situações tristes que visualizam seja na rua, na tv ou num comentário escutado, é abrir um canal de comunicação para ouvir a opinião dela, descobrir como pensa e poder, enquanto adulto, dar a sua opinião também, contribuindo assim para o diálogo e criando a oportunidade de corrigir possíveis distorções da realidade que a criança possa estar apresentando em razão do contato com opiniões alheias que escuta.

Igualdade: como valor, é uma espécie de harmonia com os demais, mesmo cada um sendo o que é; é poder estar no coletivo, integrado, mesmo guardando as características individuais.

Nos dias atuais, mostrar através da convivência na escola com crianças especiais, com crianças oriundas de configurações familiares diversas a pluralidade de nossa sociedade e a necessidade de que as relações sejam harmônicas.

Autoestima: valorizar a si próprio, ter confiança e satisfação do que se é.

Se eu me construo na relação com o outro, como este outro me vê irá me ajudar a me enxergar também! Por isso, evitar palavras depreciativas como “Seu burro”, “Nojento”, “Você não faz nada direito”, “Era melhor não ter nascido”, “Esse aqui só Jesus na causa” é algo importantíssimo, afinal o dano pode ser desastroso.

Amor: é afeição, entusiasmo, adoração, devoção. É alimento para diversas ações.

Aprender a expressar o amor é importante porque aprendemos a beijar, beijando, aprendemos a abraçar, abraçando. Demonstre afeto através do toque; demonstre afeto indo às exposições da escola, valorizando assim o que a criança produz. Demonstre afeto enviando a criança limpinha para a escola, com suas coisinhas organizadas – Quem ama cuida! E tantas outras atitudes que podem ser a expressão do afeto que se sente, do amor que se tem.

Respeito: consideração, apreço; impedimento para atitudes reprováveis em relação a outras pessoas.

É importante o exemplo, por isso, tratar bem as pessoas perante a criança e também tratá-la bem é uma conduta importante. Exercitar a empatia, que é se colocar no lugar do outro, ajuda muito e é uma forma de exemplificar esse valor e possibilitar tantos outros que já falamos, pois como praticá-los se não tivermos respeito pelo outro?!

Tolerância: agir com condescendência perante algo que não se quer; a aceitação diante de um elemento contrário.

É permitir a convivência harmônica com a família daquela coleguinha em que os pais pensam muito diferente daquilo que eu entendo como verdade, pois sou de uma religião e eles de outra, por exemplo. É não ficar criticando os outros porque tem visão diferente da minha.

Perdão: eliminação de uma ofensa, de uma culpa, dívida, rancor ou qualquer ressentimento.

Através dessa postagem de Alexandre Yamazaki (não sei se ele é o autor ou não), podemos verificar muito bem esse valor sobre o qual estamos tratando:

“Perdoar é realmente um ato de amor, mas não apenas amor ao outro, mas também amor a si próprio. É assumir a responsabilidade sobre os próprios atos e desejos, é perceber-se na dimensão do humano e como tal entender a sua significância. Perdoar é amadurecer emocionalmente, é aprender que somos falíveis e imperfeitos, tal qual o outro com quem nos relacionamos e essa é a genialidade do ser humano. Não existem os certos e os errados, existe o olhar a partir de um ponto de vista e cada um tem o seu, portanto não existe a verdade, existem verdades a partir de realidades diferentes. O parâmetro é o respeito, o sentimento de cidadania, a ética e o amor.

 

Continua no próximo mês…

  Ane Dantas Sartori

Psicóloga – CRP 05/39333